23.10.09

O Estrebuchar do IMT

Será desta que o imobiliário vai deixar de ser a árvore das patacas do Poder Local? Será que já se vê, como parece, o estrebuchar do IMT? Agora que já foi elaborado um relatório final pelo grupo, dirigido pelo Prof. Dr. Sidónio Pardal, que o anterior Governo encarregou de analisar a tributação sobre o património.

Do que se sabe sobre esse relatório, os peritos são muito críticos relativamente à manutenção do IMT, verdadeiro fantasma da Sisa, agora denominado Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis.

Um maná para as autarquias, algumas das quais vão buscar mais de metade das respectivas receitas ao imobiliário numa proliferação de impostos e de taxas que são inimigas da “reabilitação urbana” e do “mercado do arrendamento urbano” e, por consequência, da própria Economia.

Como há tempos, por outras palavras, o Prof. Dr. Sidónio Pardal lembrou, apesar da crise e dos pacotes anti-crise, o imobiliário é árvore de várias safras ao ano, seja nas mais-valias, seja no filho da Sisa, seja nas elevadas taxas aplicadas aos rendimentos provenientes das propriedades imobiliárias. É, neste contexto, fonte generosa de rendimento que o Poder Local dificilmente largará.

Será desta que o imobiliário se verá, finalmente, finalmente, livre do IMT e aliviado de muita da carga fiscal que se abate, sem razão, sobre o sector? Seria uma completa desilusão se tal não acontecesse, isto é, se não se enterrar o IMT e se não se ajustar os impostos sobre o património imobiliário.

Avaliaremos bem esta situação na apresentação do Orçamento de Estado para o ano de 2010. Os especialistas em fiscalidade imobiliária consideram que há uma excessiva tributação dos prédios urbanos em geral em sede de tributação do património, designadamente os que se encontram afectos à habitação, tributados por critérios de mercado, quando não estão no mercado, e se destinam a suprir uma função social de habitar, que corresponde a uma necessidade básica e é assumida constitucionalmente como um direito fundamental.

Em Portugal, todo o património exposto e declarado — com excepção dos depósitos à ordem — está, praticamente todo ele, sujeito a tributação. O património imobiliário paga IMI, IMT, Imposto de Selo e imposto sobre mais-valias impróprias. Todo o património está sujeito a impostos, e na imensa floresta haverá até suspeitas de que se configuram situações de dupla tributação.

Quando, por exemplo, se evoca o princípio do benefício para justificar certos impostos e o benefício evocado já não é, há muito, assegurado pelo Estado que entretanto alienou essa obrigação para a iniciativa privada… Contas de outro rosário, especialmente quando parece que já se vê o estrebuchar do IMT num outro desenho da fiscalidade sobre o património imobiliário.

Por Luís Lima
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
Publicado no Jornal "O Sol"

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5.10.09

Quando é que "agora" será uma boa altura para mudar de Rede?

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5 de Outubro - Hoje é também o Dia Mundial da Habitação

Habitação tem prioridade e supera obras públicas - Sociedade exige mudanças efectivas das leis e apoios para ultrapassar uma crise muito antiga

Hoje é o Dia Mundial da Habitação e as Nações Unidas apelam a um "planeamento urbano urgente", cuja necessidade, em Portugal, também é consensual entre proprietários, inquilinos, construtores e políticos.

Quinta com Moradias - Portalegre

Seria caso para perguntar: se todos estão de acordo no que é preciso fazer, por que é que o problema ainda não está resolvido? E a resposta, unânime, reside na legislação em vigor. Por sinal, o regime de arrendamento urbano foi actualizado, em 2006, pelo Governo de maioria socialista. E outra, a de reabilitação urbana, foi lançada ainda este ano, já bem perto das eleições.

"A habitação foi deixada ao desleixo, nem há investimento público, nem privado", queixa-se Reis Campos, presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), lembrando a crise que grassa no sector, em que a média de licenciamentos para novas construções anda nos "sete fogos por mês por concelho". A resposta para o problema será "a reabilitação, que representa 28 mil milhões de euros e cujos benefícios são mais transversais que os do TGV". Para tal, "o Estado tem de descer o IVA para 5% e criar linhas de crédito para a reabilitação".

Os proprietários concordam: "Se o Estado dedicasse à reabilitação o mesmo que entregou aos bancos com o crédito bonificado, já era bom. Mas que não seja para aquilo que nos parece que já vem acontendo: apropriar-se dos centros históricos das cidades, dar emprego a engenheiros e arquitectos e, depois, vender a preços que só são acessíveis a classes abastadas", alerta António Frias Marques, presidente da Associação Nacional de Proprietários (ANP). Urgente, mesmo, para a ANP, é a criação de uma Sociedade Pública de Aluguer, gerida pelo Estado, que assegura a idoneidade dos inquilinos e também das habitações, criando uma Bolsa de Aluguer, garantindo o recebimento das rendas através de um seguro colectivo. "Há um grau elevado de incumprimento e não adianta recorrer a tribunais", lamenta António Frias Marques. Com uma percentagem elevada de senhorios a receber rendas inferiores a 50€, a "reabilitação é impossível" e "há muitos senhorios a viver uma pobreza envergonhada enquanto os inquilinos vão de férias para Cancun".

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2.10.09

Redução do IMI em 13% das zonas do pais

A descida dos coeficientes de localização em várias zonas do país irá reduzir a conta do IMI a quem compre casa nesses locais. Quem já habita nessas zonas também pode beneficiar da medida, pedindo uma reavaliação.

Apartamentos Castelo Branco - T3 Novo

A crise económica e a menor pressão imobiliária em algumas zonas levaram a que a revisão dos coeficientes de localização dos imóveis - um dos factores que mais pesa no apuramento do valor patrimonial tributável das casas - apenas considerasse as propostas de descida daqueles coeficientes. A portaria que define os novos valores e zonas vai ser publicada dentro de dias e acabará por traduzir-se numa redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

Os novos coeficientes de localização aplicam-se, por regra, apenas aos imóveis que sejam avaliados depois da sua entrada em vigor, mas quem tenha uma casa nas zonas abrangidas pelas descidas também pode beneficiar desta alteração, se solicitar às Finanças uma nova avaliação do seu imóvel. Esta reavaliação não implica custos, mas tem de obedecer a um critério: só pode ser feita a casas cuja última avaliação conte já mais de três anos.

A conjuntura de crise e a decisão do Governo em baixar em 0,1 ponto percentual as taxas máximas de IMI e alargar os períodos de isenção (ver ficha) foram os motivos que impediram que esta revisão dos coeficientes de localização (que, segundo o Código do IMI deve ser feita a cada três anos) pudesse contemplar aumentos. A portaria, que integra a proposta da Comissão Nacional de Avaliação dos Prédios Urbanos (CNAPU), apenas integrará assim as propostas que baixam os coeficientes de localização. As revisões em alta ficaram, para já, adiadas.

Para se chegar ao valor patrimonial tributário de um imóvel, são tidos em conta vários factores. A maior parte deles são objectivos, mas esta não é uma característica do que incide sobre a localização. Na prática, o CL pode variar entre 0,4 e 2, podendo descer em zonas rurais para 0,35 ou aumentar para 3 nas zonas de elevado valor. Como se trata de um factor multiplicador, a sua descida ou subida influencia de forma decisiva o valor patrimonial e consequentemente a factura do IMI.

A outra consequência desta medida excepcional é a inevitável perda de receita fiscal por parte dos municípios em termos de IMI e IMT, ainda que não seja possível contabiliza-la neste momento. Ao JN, o secretário-geral adjunto da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Fernando Cruz, sublinhou que esta descida da receita é assumida pelos municípios e integra-se nas medidas de combate à crise.

Esta perda consciente e assumida de receita é igualmente referida pela vereadora da Câmara de Leiria Isabel Gonçalves que, em declarações ao JN, precisou ainda que esta alteração permite também a correcção de injustiças criadas com os zonamentos (zonas sobre as quais incidem os respectivos CL) definidas em 2004 na sequência da reforma da tributação do património. Uma dessas injustiças verificava-se em imóveis que, ficando na mesma rua, tinham CL diferentes apenas porque pertenciam a freguesias distintas. Com o tempo, pôde também constatar-se que nalguns locais os coeficientes aplicados eram demasiado elevados.

Já o presidente da APEMIP (um dos organismos com assento na CNAPU), Luís Lima, salientou que a publicação da portaria é uma boa notícia porque permite descer parcialmente a carga fiscal sobre os imóveis, que considera elevada.

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1.10.09

Indicadores de confiança recuperam em todos os sectores à excepção da construção

À excepção da construção, todos os indicadores de confiança nos diversos sectores de actividade da economia portuguesa recuperaram em Setembro e, no caso da indústria transformadora, o INE fala mesmo de recuperação “expressiva”.

Quintinha - Ladoeiro - Idanha-a-Nova

São sinais que sustentam a expectativa de que, depois de ter dobrado o “cabo das tormentas” no final do segundo trimestre, a economia nacional continua a deixar para trás a que terá sido a mais grave recessão desde a segunda Guerra Mundial. Mas todos os dados continuam a escrever-se com sinal negativo, confirmando que a saída da crise está a processar-se muito lentamente.

Os resultados dos mais recentes inquéritos às empresas e aos consumidores, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), estão sintetizados na evolução do indicador de clima económico, que passou de -1,2 em Agosto para -0,8 em Setembro. Esta recuperação deixa o indicador bem longe do mínimo de -3 registado em Abril, mas a avaliação do clima económico permanece igualmente distante da média de 2,1 registada desde o início da série estatística, em 1989.

Por sectores, destaque pela negativa para o da construção. Por causa de uma ligeira redução da carteira de encomendas, mas sobretudo pelo aumento das expectativas de desemprego, o indicador de confiança voltou a cair em Setembro, quando nos dois meses anteriores parecia estabilizar.

Pela positiva, o destaque vai para a indústria transformadora, cujo indicador de confiança passou de – 27,1 em Agosto para -20,7 em Setembro. Principal motivo: as perspectivas para a evolução da produção nos próximos três meses, que passaram de -10,3 para -4,3.“O indicador de confiança da Indústria Transformadora recuperou expressivamente em Setembro, mantendo a trajectória ascendente iniciada em Março, depois de ter atingido em Fevereiro o valor mais baixo da série”, escreve o INE. “Refira-se contudo que o indicador está ainda abaixo do nível de Outubro do ano passado”, acrescenta o comunicado do instituto.

Também o indicador de confiança dos consumidores – fundamental para aferir o comportamento do consumo privado, que tem sido a componente mais dinâmica (ou menos travada) da economia portuguesa – prolongou o movimento ascendente iniciado em Abril, e fê-lo, em Setembro, ao ritmo “mais intenso nos últimos dois meses, após ter atingido em Março o mínimo histórico da série”, ao passar de -34,3 para -29,5.

No comércio, o indicador de confiança “aumentou moderadamente” em Setembro, continuando o movimento ascendente iniciado em Abril, após o mínimo histórico da série registado no mês anterior, prossegue o INE.

Nos serviços – sector dominante para a formação do PIB nacional – o pessimismo também recuou (de -9 para -5,8), “contrariando a acentuada diminuição observada desde o final de 2007”.

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13.9.09

Uma boa altura para comprar casa

Agora é uma boa altura para comprar casa. 

Ainda há poucos anos, o mercado imobiliário era simples: quem encontrasse a casa dos seus sonhos, poderia comprá-la; mesmo que tivesse dúvidas, comprava-a de qualquer maneira, porque saberia que a poderia vender quando quisesse com uma mais-valia. O imobiliário só conhecia um sentido: o ascendente.

O negócio mudou, muito por culpa da crise financeira internacional.

Moradia V2 - Alcains - Castelo Branco


Desde o início de 2004 que os avaliadores estão a reduzir, em alguns casos drasticamente, o preço que atribuem aos imóveis. "Na verdade, vivemos uma tendência de descida, em termos reais, desde 2000.

A crise internacional só veio acentuar a descida", explica Joaquim Montezuma, director-geral da ImoEconometrics, uma consultora especializada na modelação financeira do mercado imobiliário.

Na área metropolitana de Lisboa, a avaliação do metro quadrado das habitações adquiridas com recurso a crédito bancário baixou de 1513 euros no segundo semestre de 2004 para 1395 euros no segundo semestre de 2009, uma queda de 7,80%, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Se os valores de avaliação reflectirem correctamente os preços dos negócios efectuados, então os apartamentos de 120 metros quadrados na área da capital ficarão, em média, 14 160 euros mais baratos em cinco anos. Isto quer dizer que, quem esperou cinco anos para comprar casa na zona de Lisboa, pode agora comprar uma habitação semelhante e ainda lhe sobra dinheiro para comprar um pequeno automóvel.

Na área metropolitana do Porto, a queda foi pouco inferior à de Lisboa, de 7,3% para 1139 euros por metro quadrado, mas a recuperação deverá ser mais difícil, devido à sua estrutura económica e, também, porque o problema do desemprego é mais acentuado. Julian Callow, economista-chefe do Barclays Capital, estima que os preços do imobiliário português cairão mais 4,1% em 2009 e 3,9% em 2010, abaixo da média de 5% da Zona Euro.Alguns grandes investidores imobiliários estão a sofrer pesadamente a queda dos preços dos imóveis.

Desde que procedeu à reavaliação de toda a sua carteira de activos, em Junho, o BPN Imonegócios, um fundo de investimento imobiliário comercializado pelo Banco Português de Negócios, apresentou uma desvalorização de 21%. Um conjunto de três fracções na Rua de S. João de Brito, no Porto, que o fundo adquiriu em Fevereiro de 2006 por cerca de 105 mil euros, vale agora pouco mais de 41 mil euros, uma perda de 60%.

Apesar das descidas das avaliações - que em Portugal Continental deslizaram 2,5% nos últimos cinco anos -, ainda é muito difícil casar a oferta à procura. O volume de investimento institucional em activos imobiliários em Portugal no primeiro semestre desceu cerca de 50% no último ano, segundo os dados da Cushman & Wakefield, a maior empresa privada de serviços imobiliários do mundo.

Deixe de ter medo da queda. Apesar da crise, há duas condições que colocam os potenciais compradores em condições ideais: taxas de juro baixas e vendedores pressionados. "Face às baixas taxas de juro, se a família tiver condições para pagar o crédito, deve comprar casa, porque é actualmente uma opção mais vantajosa do que o arrendamento", aconselha Nelson Rêgo, director da Prime Yield, uma consultora e avaliadora do sector imobiliário. Contudo, é importante que a família tenha capacidade negocial com o banco, isto é, que consiga um spread baixo, avisa o especialista.

"Estamos agora numa fase de transição. Os preços estão a estabilizar", estima Joaquim Montezuma, da ImoEconometrics. Montezuma acredita que a maioria das famílias tem melhores condições hoje para recorrer a crédito do que há um ano.

A descida do rendimento disponível foi mais do que compensado pela queda do preço dos imóveis e das taxas de juro. A taxa de esforço, um indicador que os bancos exigem que seja baixo para concederem financiamento, diminuiu 9% no último ano, diz o especialista da ImoEconometrics, que também faz parte da equipa de coordenação do Mestrado em Gestão e Avaliação Bancária do Instituto Superior de Economia e Gestão. "Começa a ser uma boa altura para as famílias comprarem casa. Podem deixar de adiar essa decisão", conclui Joaquim Montezuma.

Desde o final de 2006 que Ricardo Almeida quer comprar casa nas zonas dos Anjos e Graça, em Lisboa, por razões profissionais. "Em 2006, pediam-me por um apartamento de 80 metros quadrados 160 000 euros, o que, para mim, era impossível para suportar uma prestação ao banco", conta o professor do ensino básico. Com as taxas de juro acima dos 3,5%, a prestação de Ricardo Almeida ultrapassaria facilmente os 820 euros.
"Agora já estou pronto para comprar: nestes dois anos e meio juntei uma boa entrada para o crédito, as taxas de juros desceram muito e os preços que me pedem também. Pelos mesmos 80 metros quadrados nas mesmas zonas, os preços pedidos andam nos 150 mil euros e espero conseguir negociar até 145 mil euros."

Actualmente, um crédito de 145 mil euros com um spread de 0,7% representa uma prestação mensal de 530 euros, ou seja, Ricardo Almeida pode contar com uma poupança mensal de, pelo menos, 35% face à compra de casa no final de 2006.

Cuidados a ter na aquisição. Os potenciais interessados em comprar casa devem fazer um vasto estudo de mercado, avisa Nelson Rêgo, já que "o poder negocial está claramente do seu lado". O director da Prime Yield estima que o mercado residencial de primeira habitação deverá normalizar dentro de dois ou três anos, quando o número de transacções começar a subir e deixar de haver ajustes de preços de 10 ou 15%, como acontece hoje.

A internet é uma ferramenta indispensável na busca.[..]

Visite por exemplo o LardoceLar (lardocelar.com), (Casas.pai.pt) o Sol Imobiliario (imobiliario.sol.pt), o site de imóveis das Páginas Amarelas (casas.pai.pt) o OLX (castelobranco.olx.pt), entre outros.

E em Castelo Branco, se quiser ir directamente à fonte, consulte uma Imobiliária de Confiança, a IMOFACTOR, pois claro.


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4.9.09

Taxas Euribor renovam mínimos históricos

Em dia de reunião do Banco Central Europeu (BCE), que deverá manter as taxas de juro inalteradas pelo quarto mês consecutivo, as taxas de mercado Euribor voltaram a renovar mínimos.

O prazo mais longo das taxas Euribor, a 12 meses, quebrou hoje a barreira de 1,3 por cento, para 1,298 por cento, o valor mais baixo de sempre.

Moradia - Ladoeiro - Idanha-a-Nova

Os outros prazos das taxas interbancárias, fixadas diariamente a partir das operações de empréstimo que um conjunto alargado de bancos está disposto a fazer entre si, também continuam a descer. A Euribor a três meses recuou para 0,809 por cento, e a seis meses, o prazo mais utilizado nos empréstimos à habitação caiu para 1,076 por cento.

Da reunião de hoje do BCE não se espera qualquer mexida nas taxas de juro. Isso mesmo admite um conjunto alargado de economistas contactados pela Bloomberg. Os mesmos economistas admitem que o BCE só deverá iniciar uma política de subida de taxas de juro no terceiro trimestre de 2010. A taxa de juro de referência do BCE, que serve de base ao financiamento dos bancos do sistema, está actualmente em um por cento.



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Recessão chegou ao ponto mais baixo

O presidente do Banco Central Europeu afirmou que a forte contracção da economia chegou ao seu ponto mais baixo, sendo esperada uma retoma "progressiva" da conjuntura.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, considerou hoje que a economia "na zona euro e fora dela" mostrava "sinais crescentes de estabilização", revendo em alta a previsão de crescimento em 2010 para 0,2%.

Trichet afirmou também que a forte contracção da economia chegou ao seu ponto mais baixo, adiantando que o BCE prevê uma retoma "progressiva" da conjuntura, embora "as incertezas continuem a ser elevadas".

O BCE reviu hoje em alta as estimativas de crescimento para a zona euro, prevendo agora que em 2010 a economia siga a crescer.

As novas estimativas apontam também para que este ano a economia da zona euro registe uma contracção de 4,1 por cento, um cenário menos pessimista do que o estimado nas previsões apresentadas em Junho, quando a autoridade monetária europeia avançava com uma contracção de 4,6%.

No entanto, para o próximo ano, o BCE já não estima uma contracção da economia, como esperava em Junho na casa de menos 0,3%.

Agora, as novas previsões apontam para um crescimento de 0,2% em 2010.

Já a previsão dos preços no consumidor foi revista para 0,4% em 2009, contra os anteriores 0,3%, enquanto que, para o próximo ano, o BCE avança com uma estimativa de 1,2%, contra 1% antes.

De acordo com Trichet, o nível das taxas de juro directoras do BCE "é apropriado para o momento actual".

Um inquérito realizado pela Bloomberg a 58 economistas apontava, por unanimidade, para a manutenção da taxa de juro no valor actual, um por cento, pelo quarto mês consecutivo.

Um outro inquérito realizado pela Bloomberg indicava ainda que o aumento das taxas de juro pelo BCE nunca chegará antes do terceiro trimestre de 2010.

"O Banco Central Europeu vai reconhecer que a recuperação está a correr bem e que assistiremos a um regresso antecipado ao crescimento", considerou James Nixon, economista-chefe para a Europa da Societé Generale.

Os economistas esperavam ainda que o banco central reveja em alta as projecções macroeconómicas para os países da zona euro, após os crescimentos inesperados das duas maiores economias da Europeia no segundo trimestre, França e Alemanha.

Apesar das boas notícias e todos os sinais de melhoras nas economias de vários países, os economistas esperavam que o BCE mantivesse as medidas de protecção para suportar as consequências do final dos pacotes de estimulo estatais e o aumento do desemprego, cuja recuperação deverá ser posterior à das economias.


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31.8.09

Crédito Habitação - Prestação cai 167 euros

Os portugueses estão a poupar cada vez mais no crédito à habitação devido à queda das taxas de juro implícitas nos contratos de empréstimo. Esta descida já permitiu uma poupança mensal de 167 euros desde Dezembro em cada cem mil euros contraídos à Banca.

Segundo dados ontem revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de juro implícita, que engloba euribor, spread e outras obrigações do contrato, para fins de aquisição passou em seis meses de 5,971% para 3,157%. Isto significa que uma prestação de 597 euros em Dezembro de 2008 baixa 167 euros para os actuais 430 euros em Junho deste ano, num empréstimo de cem mil euros.

Quinta com Moradia - Vale de Prazeres - Fundão

A descida na prestação da casa ainda é mais significativa se tivermos apenas em atenção as taxas euribor a seis meses, que estão há 35 sessões consecutivas em queda. Longe dos máximos de 5,219% em Setembro do ano passado, as constantes descidas já permitiram uma poupança de 221 euros. Isto para um empréstimo de cem mil euros com um spread de 1% a ser pago a trinta anos. A poupança será ainda maior nos spreads superiores a 1%, pagos por muitas famílias portuguesas.

A manter-se esta tendência, em Agosto quem tem casa poderá pagar ainda menos.

As Euribor têm acompanhado as reduções da taxa de referência, do Banco Central Europeu (BCE), que colocaram o preço do dinheiro no mínimo histórico de 1%. Mas os economistas estimam, contudo, que o BCE mantenha a taxa inalterada até ao final do ano.

BANCOS SOBEM AVALIAÇÃO AOS PREÇOS DAS CASAS

O mercado imobiliário começou a dar sinais de estabilização. O preço das habitações, tendo em conta o valor médio de avaliação bancária de habitação, subiu 1,7% no segundo trimestre do ano, o que já não acontecia desde o quarto trimestre de 2007.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o preço médio, no segundo trimestre de 2009, foi de 1168 euros por metro quadrado. Ainda assim, este valor é inferior ao verificado em igual período de 2008.

Todas as regiões registaram evoluções positivas, mas o valor médio mais elevado continuou a verificar-se no Algarve, com um preço de 1429 euros por metro quadrado. Nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, as variações face ao trimestre anterior foram de 2,2% e de 1,0%, respectivamente.

EM QUEDA HÁ MESES CONSECUTIVOS

As diminuições das taxas de juro implícitas, que compreendem o total de juros devidos ao banco, reflectem o processo de redução significativa, iniciado em Novembro de 2008, das médias mensais das taxas euribor, as quais constituem os principais indexantes para o crédito à habitação.

O INE destaca ainda que se registou uma redução da taxa de juro aplicada para todos os destinos de financiamento.

A euribor a seis meses, a cumprir a tendência de se aproximar dos 1% do BCE, poderá descer ainda mais.

APONTAMENTOS

CERTIFICADOS CAEM

Pelo quinto mês consecutivo, os Certificados de Aforro vão pagar o juro mais baixo de sempre. Para as subscrições feitas em Agosto, a taxa vai ser de 1,048%.

MALPARADO

Apesar de as condições estarem agora mais favoráveis, os calotes no crédito à habitação fixaram-se em 1,76 mil milhões de euros em Maio último.

SPREADS ALTOS

A Banca tem tentado contrariar as descidas das taxas de juro com aumentos nos spreads, que são a margem do lucro do banco. O aumento chega a ser de 300% em determinados casos.

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